Responsabilidade Social

sábado, setembro 09, 2006

Apresentação


Este Blog foi desenvolvido como atividade de pesquisa acadêmica, solicitado pela disciplina de Administração Aplicada à Informática, do curso de Administração da Universidade de Santa Cruz do Sul.
Capão da Canoa, 11 de setembro de 2006.
Elaborado pela acadêmica Pricila de Menezes Narcizo


CAMINHOS PARA CONSTRUIR UM NOVO PAÍS

"Responsabilidade social faz parte de uma nova cultura, que está provocando a maior e mais importante mudança registrada no ambiente corporativo nos últimos anos. Ela representa compreensão de uma nova dimensão na empresa, que vai muito além de obter resultados operacionais, ter fôlego financeiro, dispor dos melhores produtos e serviços, oferecer preços competitivos e um bom padrão de atendimento, contar com a mais avançada tecnologia e com quadros altamente qualificados. Significa a opção estratégica por práticas sociais e ambientais que contribuam para a melhora da qualidade de vida desta e das próximas gerações".
Fonte: Suplemento Publicitário – parte integrada da revista Exame 855
Revista Exame, p.02 edição 855, ano 39 – n.º 22 – 9/ novembro/2005

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social é uma nova maneira de conduzir os negócios da empresa, tornando-a parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social, englobando preocupações com um público maior (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente).A Responsabilidade Social nunca se esgota pois sempre há algo a se fazer, sendo um processo educativo que evolui com o tempo.As empresas podem desenvolver projetos em diversas áreas, com diversos públicos e de diversas maneiras. A ética é a base da Responsabilidade Social e se expressa através dos princípios e valores adotados pela organização, sendo importante seguir uma linha de coerência entre ação e discurso.

Entrevista com Davenir Quadros de Matos





Veja a entrevista realizada com o Gerente da CORSAN de Capão da Canoa RS, Davenir Quadros de Matos no dia 08/09/2006 às 14:30hs
1- O que o Senhor acha da Responsabilidade Social nas empresas?
> Nos dias atuais tais responsabilidades não restringem-se ao querer. As empresas são impulsionas tanto pela legislação vigente, como de uma forma competitiva a executarem ações ditas sociais. Estas ações permeiam a necessidade crescente de a comunidade junto (em torno da) à empresa ter condições razoáveis a fim de que, além de serem um mercado consumidor oportuno, não criem dificuldades nos " entornos das empresas ", isto é, se as comunidades prosperarem, de uma forma ou de outra, as empresas situadas nesta comunidade seguem o mesmo caminho. Outrossim, na questão própria do marketing, seja (ou principalmente) o endomarketing (aquele que abrange os funcionários e suas famílias), seja o exomarketing que integra a busca de mercados consumidores fora da região periférica próxima à empresa, é fator de competitividade atual, ou a falta dela nos tempos atuais. Assim, responsabilidade social nos tempos que vivemos diz respeito à propaganda (tanto positiva, quanto a negativa) e aos mercados consumidores ou mercados de apoio à estrutura da empresa (os ditos colaboradores ou funcionários).
2. Quais projetos sociais a CORSAN participa ou desenvolve?
> Além da distribuição de água e tratamento de esgoto sanitário dentro dos padrões exigidos pelos Órgãos competentes as Unidades de Saneamento, que é a atividade fim da CORSAN, esta executa em muitas de suas unidades os seguintes projetos:
> - Participação em Conselhos Municipais de Desenvolvimento onde são estabelecidas prioridades e estratégias para os Municípios;
> - Participação em Conselhos da Defesa Civil onde são definidas as estratégias de ação para situações de calamidade pública;
> - Participação em Conselhos Municipais de Saúde onde são definidas as estratégias e diretrizes relacionadas às ações de preservação de saúde da população;
> - Participação em Conselhos Municipais de Meio Ambiente, onde são definidas as estratégias e diretrizes relacionadas ao Meio Ambiente;
> - Participação em programas das Prefeituras e de outras entidades relacionadas à educação ambiental, preservação e conservação dos recursos da natureza de modo geral; Onde, pode-se salientar trabalhos/projetos relacionados as Bacias Hidrográficas e outras fontes de água;
> - Distribuição gratuita de água tratada em situações de emergência ou de calamidade pública;
> - Na busca da universalização dos serviços, as pessoas mais carentes são contempladas com a tarifa social, assegurada pelo subsídio do maior para o menor poder aquisitivo e de utilização dos excedentes gerados nas regiões mais desenvolvidas que são aplicados nas regiões menos favorecidas, constituindo-se assim o subsídio cruzado;
> - Participação dos "Funcionários (como pessoas físicas)" em campanhas de cunho social como a Campanha da Multivacinação, Campanha do Agasalho, Campanhas Beneficentes. O que de uma forma geral é o perfil dos funcionários da Empresa;
3. Comente sobre a responsabilidade que cada cidadão tanto de empresas quanto pessoas físicas devem ter em relação a água.
> Antigamente, quando se falava de recursos hídricos tratava-se o assunto no enfoque "garantir para as gerações futuras". Atualmente, a questão água já é um recurso cada vez mais explorado e cada vez mais escasso. Previsões, não tão pessimistas, afirmam que entre o ano 2.017 e 2.070 a água será motivo de guerra entre as nações, com repercussões maiores que a guerra do petróleo. Assim, este recurso deve, e têm, de ser tratado como um bem em escassez e que extinguirá as populações na sua falta.

sexta-feira, setembro 08, 2006

À espera da ISO


Norma internacional de responsabilidade social deve ser aprovada até 2008
Está em discussão desde setembro de 2004 a elaboração da ISO 26 000, norma que deverá estabelecer um padrão mundial para a adoção de práticas empresariais socialmente responsáveis.
A norma – que vai abordar questões relacionadas à igualdade de gênero, concorrência legal, combate à pirataria e à corrupção, por exemplo – deverá ajudar as empresas na incorporação da responsabilidade social à gestão.
"Hoje muitas companhias têm dúvidas sobre como começar a adotar condutas socialmente responsáveis, uma vez que existem princípios relacionados aos mais diversos temas", afirma Jorge Cajazeira gerente corporativo de competitividade da Suzano Papel e Celulose e presidente do comitê internacional da ISO 26 000.
"Com a norma, o que há de melhor nas convenções já existentes será reunido num único documento."
De acordo com o cronograma, a ISO 26 000 deve sair do papel até 2008. Até lá, as organizações envolvidas precisarão chegar a um consenso sobre diversos aspectos – entre eles, o próprio conceito de responsabilidade social. "Existem diferenças de entendimento entre os países que precisam ser observadas", diz Cajazeira. O comitê já definiu a estrutura da norma e deverá apresentar a primeira versão do texto em junho de 2006. Diferentemente da ISO 9 000 e da 14 000, a norma de responsabilidade social não será passível de certificação.
O Brasil lidera o comitê internacional por já ter criado a sua própria norma de responsabilidade social. Os padrões de cerificação da ABNT NBR 16 001 acabam de ser concluídos e serão agora submetidos a consulta pública. A norma brasileira vai determinar os requisitos mínimos para a implementação de um sistema de gestão de responsabilidade social – entre eles, a adoção de boas práticas de governança corporativa e o combate ao trabalho infantil.
Fonte: PEREIRA, Alessandra. Á espera da ISO. Guia Exame 2005 – Boa Cidadania Corporativa. Abril, p.23, dezembro/2005.

Consumidores e Clientes



Segundo o Instituto Ethos, a responsabilidade social em relação aos clientes e consumidores exige da empresa o investimento permanente no desenvolvimento de produtos e serviços confiáveis, que minimizem os riscos de danos à saúde dos usuários e das pessoas em geral. A publicidade de produtos e serviços deve garantir seu uso adequado. Informações detalhadas devem estar incluídas nas embalagens e deve ser assegurado suporte para o cliente antes, durante e após o consumo. A empresa deve alinhar-se aos interesses do cliente e buscar satisfazer suas necessidades.
Fonte:

Público Interno



Conforme o Instituto Ethos, a empresa socialmente responsável não se limita a respeitar os direitos dos trabalhadores, consolidados na legislação trabalhista e nos padrões da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ainda que esse seja um pressuposto indispensável. A empresa deve ir além e investir no desenvolvimento pessoal e profissional de seus empregados, bem como na melhoria das condições de trabalho e no estreitamento de suas relações com os empregados. Também deve estar atenta para o respeito às culturas locais, revelado por um relacionamento ético e responsável com as minorias e instituições que representam seus interesses.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Os executivos responsáveis



OS EXECUTIVOS RESPONSÁVEIS
Perfil dos profissionais que coordenam a responsabilidade corporativa nas grandes empresas brasileiras.
Formação
Administração de empresas 25%
Engenharia 20%
Jornalismo 12%
Direito 11%
Publicidade e relações públicas 9%
Sociologia 6%
Outras 15%
Não possui 2%
Cargo
Gerente 27%
Diretor 26%
Assessor 13%
Coordenador 13%
Analista 6%
Assistente 2%
Presidente de instituto ou fundação 2%
Não há um profissional responsável pela aréa 2%
Outros 9%
Área da qual faz parte
Responsabilidade social 19%
Comunicação 14%
Instituto e fundação 14%
Recursos humanos 13%
Áreas diversas 40%
A quem se reportam
Presidente ou superintendente 49%
Diretor 38%
Gerente 8%
Comitê 2%
Conselho de Administração 2%
Não possui 1%
Fonte: Pesquisa EXAME/FDC/H2R publicada na Guia Exame 2005 - Boa Cidadania Corporativa, p.25, dezembro/2005. A pequisa também está disponível no site www.exame.com.br

Fornecedores



Fornecedores

Cada vez mais as empresas requerem que seus fornecedores adotem a administração responsável. Uma empresa que adota atitudes responsáveis acredita que ao contratar fornecedores não responsáveis pode propiciar uma imagem negativa, pois no ambiente onde a cooperação começa a fazer parte dos negócios, as empresas com atitudes e ações condenáveis pode comprometer a imagem de outras empresas da mesma cadeia.
No Brasil, uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral de Belo Horizonte, com 70 grandes companhias mostrou que muitas adotam atitudes semelhantes para com seus fornecedores, como: 54% das empresas exigem que seus fornecedores possuam a certificação ISO 14000, e, 77% exigem o mesmo critério de seus distribuidores. As companhias pesquisadas declararam que conseguiram algum tipo de diferencial competitivo no mercado por agir dessa maneira.
Numa pesquisa do guia exame de boa cidadania corporativa, 51 % das empresas afirmaram incluir critérios específicos de responsabilidade social na escolha e avaliação de seus fornecedores.
A ABN, em 2000 começou a incentivar os seus parceiros a participarem de projetos sociais. No final de 2001, a diretoria do banco convidou 15 fornecedores da matriz, em São Paulo para participar de uma discussão com representantes de ONGs, como Integrare e Amigos da Terra, e consultorias especializadas. O objetivo era apresentar visão de sustentabilidade do ABN e mostrar seus benefícios. Logo nascia o primeiro fórum anual de fornecedores. Nos últimos tempos, o fórum foi ampliada e hoje abrange todos os cerca de 1000 prestadores de serviço em todo País.
Primeiramente foi enviado aos fornecedores um questionário de auto-avaliação a fim de que eles identificasse o que poderia ser aperfeiçoado. A partir daí, cada um elaborou, com o apoio de consultores, um plano de gestão socioambiental, com prazo para avaliação posterior. "A ação projeto fez com que os fornecedores percebessem que investir em práticas socialmente responsáveis contribui para diminuir riscos fiscais e ambientais, além de tornar a empresa mais atrativa ás grandes companhias", afirma Amadeu da Costa Rodrigues coordenador da área de gestão e relacionamento com fornecedores do ABN.
A prestadora de serviço de entrega expressa do banco, a Help Express, participou do projeto piloto. Desde então a empresa começou a fazer seguros de vida para todos os motociclistas, criou um código de conduta e ética para os funcionários e incentivou o voluntariado. Também foram feitas mudanças internas desde a construção de um refeitório até um parceria com uma assistente social para orientar os motociclistas. A empresária Ione Antunes, dona da Help Express afirma: "Depois que implantamos ações de responsabilidade corporativa, nosso faturamento aumentou 30%. Ganhamos visibilidade de marca e aumento na produtividade."
A busca pela coerência entre discurso e ações também levou a ABN a aderir novas exigências nos contratos com seus fornecedores. Essa exigência fez com que as ações trabalhistas entre os fornecedores que participam do fórum caísse de 701 em 2003 para 562 em 2004.
Fonte: Esse texto é um resumo de dois artigos publicados no Guia Exame 2005 – Boa Cidadania Corporativa.
Referências:
VAMPEL, Daniella. É hora de envolver os parceiros. Guia Exame 2005 – Boa Cidadania Corporativa, Abril, p.16-17, dez.2005.
VAZ, Tatiana. Até motoboys participam. Guia Exame 2005 – Boa Cidadania Corporativa. Abril, p.84, dez.2005.

O novo papel da empresa


O novo papel da empresa.....
É necessário assumir uma nova atitude. Com sua experiência, sua técnica, seu poder econômico, o setor privado pode e deve contribuir para o desenvolvimento sustentável, como agente de transformação cultural, e não de forma reativa ou isoladamente. O instrumento para isso é a gestão responsável.
.... e os seus desafios
1 estar profundamente comprometida com a necessidade de criar valor não somente para seus acionistas, mas para a sociedade.
2 reconhecer a importância de conectar-se a redes sociais e de estabelecer parcerias com outras empresas, organizações sem fins lucrativos e com o setor púbico.
3 reconhecer que sofre influências de diversos públicos – não somente consumidores, mas também fornecedores, parceiros e outros – e buscar construir relações responsáveis com todos eles.
4 investir no aperfeiçoamento contínuo e no processo de aprendizado de seus colaboradores.


Fonte: Esse contéudo pertence a empresa Natura e foi publicado no Suplemento Publicitário – parte integrada da revista Exame 855
Revista Exame, p.13 edição 855, ano 39 – n.º 22 – 9/ novembro/2005

O caminho para ter sucesso


O caminho para ter sucesso
O que levar em conta para garantir uma atuação social eficiente
1 A responsabilidade social precisa ser assumida por toda a organização
2 É fundamental que ela faça parte do planejamento estratégico
3 Evitar o caráter assistencialista
4 Estimular a sustentabilidade dos projetos
5 Buscar os maiores resultados com os menores custos
6 Alinhar as iniciativas à natureza do negócio
7 Alinhar as iniciativas à história e à experiência da empresa com responsabilidade social
8 Adotar projetos que possibilitem avaliação e acompanhamento de resultados
9 Ter foco no longo prazo
10 Optar por ações que gerem uma imagem positiva, o que contribuirá para garantir sua continuidade

Esse contéudo pertence a empresa Nestlé e foi publidado no Suplemento Publicitário – parte integrada da revista Exame 855
Revista Exame, p.15, edição 855, ano 39 – n.º 22

segunda-feira, agosto 28, 2006


Marketing Social

"O Marketing Social é uma das mais fortes ferramentas que proporciona a população de baixa renda a ter acesso a produtos de saúde e que as conduz a uma rede de informações que elas necessitam , motivando ao um uso correto destes produtos e promovendo a adoção de um comportamento em beneficio a sua saúde e ainda , estimula-se a concorrência natural de mercado, provocando o crescimento de mercado como um todo".

Fonte: Esse conceito foi retirado do site: www.psi.org/resources/pubs/what_is_smPR.html